quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Internet e o Google: o casamento perfeito


O Google está para a Internet como a Coca-Cola está para as bebidas. Mesmo quem não gosta conhece a Coca-Cola, sabe que a bebida tem cor escura, sabe que a cor que a representa é a vermelha e reconhece de longe sua garrafa, mesmo quando vazia. Na Internet, mesmo quem não usa (será que alguém não usa?) conhece o Google, sabe que ele é um mecanismo de busca, sabe que basta digitar um termo para procurar assuntos relacionados e de longe conhece o logotipo do serviço.
A quantidade de informações na Internet é tão grande e tão diversificada que é praticamente impossível encontrar tudo o que se precisa sem o uso de um mecanismo de busca. Existem ferramentas de procura muito boas na Internet, como o Altavista, o AlltheWeb, o Yahoo e o MSN. No entanto, nenhum desses sites consegue ter a amplitude do Google. Existem boas razões para isso. Para começar, o Google atualiza sua base de informações diariamente. Aqui no InfoWester, por exemplo, notamos todos os dias a presença do crawler Googlebot, um "robô" do Google que busca por informações novas em tudo o que for site. Isso é realmente interessante porque cerca de 3 dias depois de uma matéria ser publicada no InfoWester já é possível encontrá-la no Google. Outros mecanismos de busca também possuem crawlers, mas eles são menos eficientes em termos de atualização e de classificação de informações.
Outra razão para o sucesso do Google é o sistema PageRank. Trata-se de um mecanismo desenvolvido pelos próprios fundadores do Google - Larry Page e Sergey Brin - na Universidade de Stanford, que classifica os sites de acordo com a quantidade de links externos que apontam para ele. Em outras palavras, quanto mais links um site tiver em outros, maior é seu grau de importância no Google. Como conseqüência, o conteúdo desse site é listado primeiro nas buscas, pois o PageRank entende que aquela página trata com maior relevância o assunto pesquisado. Além disso, o Google analisa os assuntos mais pesquisados e verifica quais sites tratam aquele tema de maneira significativa. Para isso, ele checa a quantidade de vezes que o termo pesquisado aparece na página, por exemplo.
Como se não bastasse, o Google disponibiliza um recurso extremamente útil: o de cache. O Google armazena quase todas as páginas rastreadas pelo Googlebot e permite que esse conteúdo seja acessado mesmo quando o site original não está no ar. Por exemplo, suponha que você fez uma pesquisa e ao clicar em um link que aparece na página de resultados você constatou que aquela página não existe mais. Se você clicar em "Em cache", um link que fica junto a cada item disponibilizado na página de resultados, você acessará uma cópia daquela página que está armazenada no Google. Aliás, quando o assunto é recursos, o Google também é generoso. Quem sabe aproveitar todas as opções do Google certamente encontrará o que deseja, por mais complexo ou por mais desconhecido que o assunto seja. Muitas vezes, as pessoas reclamam que o Google e outros mecanismos de busca listam conteúdo irrelevante. Mas se os recursos certos forem usados, as chances de encontrar algo que seja interessante à pesquisa aumentam consideravelmente. Para ver como utilizar algumas dessas opções, veja essas dicas para o Google.
Há dois outros fatores que ajudaram o Google a ser o que é: simplicidade e clareza. A combinação desses itens foi trabalhada desde a concepção do Google. Devido a isso, é possível acessar um site leve, sem poluição visual e cujas opções são facilmente localizáveis.
Como se tudo isso não fosse suficiente, o Google é capaz de realizar buscas em mais de 300 tipos de arquivos. Além disso, o Google procura manter a ética em todos os países que trabalha. Por exemplo, se alguém pesquisar por pedofilia, encontrará textos que abordam esse assunto de maneira legal, ou seja, investigações, estudos, notícias, etc, mas não encontrará sites que ofereçam conteúdo pedófilo.
Por trás da aparência simplista da interface do Google se esconde um arsenal de tecnologia. Essa sofisticação não surgiu de uma hora para a outra e como muitos empreendimentos de sucesso, o Google começou pequeno e foi crescendo sem parar, como pode ser visto no resumo de sua história mostrado abaixo:
A história do Google começa em 1995 com a criação de um sistema chamado BackRub, criado na Universidade de Stanford por dois estudantes de doutorado de ciência da computação: Sergey Brin, russo, 23 anos e Larry Page, americano e com 24 anos de idade. O BackRub ganhou alguns aperfeiçoamentos e em 1998 a ferramenta ganhou o nome de Google e a empresa Google Inc. foi fundada. Quando isso aconteceu, a equipe da empresa saiu da Universidade de Stanford (mantinham os computadores que rodavam o Google em seus dormitórios) e foi para a casa de uma amiga dos fundadores do Google. À medida que a empresa crescia uma série de pessoas se juntavam ao Google, entre elas o CEO Eric. E. Schmidt, que trabalhou na Novell e Sun Microsystems, Wayne Rosing, presidente de engenharia, que trabalhou em importantes empresas de tecnologia, como a Sun Microsystems e a Apple, e Urs Hölzle, professor da Universidade da Califórnia que trabalhou no desenvolvimento de compiladores para Smalltalk e Java.
O nome Google, cuja pronúncia em português é "gugol", é um trocadilho com o termo Googol, nome usado pelo matemático Milton Sirotta para representar o número 1 seguido de 100 zeros (ou 10 elevado a 100). Segundo o Google, esse nome foi escolhido pra refletir a missão da empresa: a de organizar a enorme quantidade de informações disponíveis na Internet.

Com tanta sofisticação oferecida, uma pergunta pode aparecer na mente dos usuários mais assíduos da Internet: o que seria da "grande rede" sem o Google? Encontrar uma resposta para isso é difícil. Talvez surgiria um outro mecanismo tão eficiente quanto ou talvez ficássemos condicionados às limitações das alternativas existentes.
A questão é que o Google é um empreendimento sério, feito, mantido e constantemente aprimorado por um time altamente qualificado de engenheiros e cientistas da computação. O nome Google ou o termo "googlar" não virou sinônimo de busca por uma jogada de marketing ou por um simples modismo, mas sim por se focar naquilo que oferece: a busca de informações. O Google não seguiu o caminho de concorrentes, que passaram a dar prioridade a formas de obter lucros ao invés de aperfeiçoar as buscas em si. Mesmo que alguns não queiram ou não aceitem essa idéia, o Google é o melhor meio existente para aproveitar tudo o que a Internet oferece. O Google representa uma das maravilhas da computação e não há dúvidas de que é um regente na Web que não ignora idiomas, sistemas operacionais, culturas, idéias, credo, entre outros. No Google há espaço para tudo e para todos.
Para finalizar, aqui vai uma dica: o Google oferece além de seu tradicional mecanismo de busca, vários outros serviços, como o Google News, o Orkut, o Froogle, o Gmail, entre outros. Para saber de algumas novidades que estão para vir ou para saber quais os principais projetos que o Google trabalha atualmente, basta visitar o Google Labs.


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